Lenda do Acervo
Valderi e Mizael
A História
Se a gente for falar de afinação e qualidade vocal de verdade na nossa música sertaneja, é impossível não colocar o nome de Valderi e Mizael lá no topo da lista. Eles não eram apenas uma dupla; eles eram uma verdadeira aula de música, um privilégio para quem parava para escutar. Formada em 1972, essa parceria uniu o talento do baiano José Rodrigues de Carvalho, o Valderi, com a voz do paulista Mauro Petenucci, o nosso Mizael. Ao longo de mais de 35 anos de estrada, eles registraram cerca de 18 álbuns que são, até hoje, referência absoluta para quem estuda o que é cantar com perfeição nos estúdios. Eles não apenas cantavam modão; eles foram verdadeiros embaixadores da nossa cultura, com uma qualidade técnica e uma precisão que a gente raramente vê por aí.
Eles construíram uma história que se confunde com a própria glória do rádio brasileiro. Quem viveu aquela época sabe o peso que tinha o famoso programa "Linha Sertaneja Classe A", comandado pelos mestres Zé Béttio e José Russo na Rádio Record. Valderi e Mizael foram presença constante ali por 15 anos, sendo a trilha sonora de tanta gente que acordava cedo para o trabalho. Depois, ainda mandaram ver por mais cinco anos na Rádio Nacional de São Paulo. E o talento deles não ficava só nas ondas do rádio, porque eles também brilharam muito na televisão. Eles foram figurinha carimbada nos grandes palcos, com destaque especial para aquele que era o templo da nossa música, o icônico "Viola, Minha Viola", sob o comando inesquecível da nossa querida Inezita Barroso.
Infelizmente, toda trajetória tem seu ponto final, e a história dessa dupla chegou ao fim em duas etapas que deixaram muita saudade no coração dos fãs. A parceria precisou se encerrar no dia 5 de fevereiro de 2008, quando o Mizael nos deixou, aos 64 anos de idade. Foi uma perda imensa, que marcou o fim de uma era de ouro. Anos mais tarde, em 10 de maio de 2020, o cantor Valderi também partiu, lá em São Paulo, por conta de uma insuficiência respiratória. Mesmo com a partida física desses dois gigantes, a obra deles continua viva e pulsante. O legado que Valderi e Mizael deixaram é eterno, um material de consulta obrigatória para quem ama o sertanejo de raiz e quer entender o que significa cantar com a alma, com respeito e, acima de tudo, com uma afinação impecável que nunca vai sair de moda.
Eles construíram uma história que se confunde com a própria glória do rádio brasileiro. Quem viveu aquela época sabe o peso que tinha o famoso programa "Linha Sertaneja Classe A", comandado pelos mestres Zé Béttio e José Russo na Rádio Record. Valderi e Mizael foram presença constante ali por 15 anos, sendo a trilha sonora de tanta gente que acordava cedo para o trabalho. Depois, ainda mandaram ver por mais cinco anos na Rádio Nacional de São Paulo. E o talento deles não ficava só nas ondas do rádio, porque eles também brilharam muito na televisão. Eles foram figurinha carimbada nos grandes palcos, com destaque especial para aquele que era o templo da nossa música, o icônico "Viola, Minha Viola", sob o comando inesquecível da nossa querida Inezita Barroso.
Infelizmente, toda trajetória tem seu ponto final, e a história dessa dupla chegou ao fim em duas etapas que deixaram muita saudade no coração dos fãs. A parceria precisou se encerrar no dia 5 de fevereiro de 2008, quando o Mizael nos deixou, aos 64 anos de idade. Foi uma perda imensa, que marcou o fim de uma era de ouro. Anos mais tarde, em 10 de maio de 2020, o cantor Valderi também partiu, lá em São Paulo, por conta de uma insuficiência respiratória. Mesmo com a partida física desses dois gigantes, a obra deles continua viva e pulsante. O legado que Valderi e Mizael deixaram é eterno, um material de consulta obrigatória para quem ama o sertanejo de raiz e quer entender o que significa cantar com a alma, com respeito e, acima de tudo, com uma afinação impecável que nunca vai sair de moda.